
Em julho de 2026, o NotebookLM passou a se chamar Gemini Notebook, sem perda de notebooks salvos: a ferramenta de pesquisa com IA do Google trocou apenas o nome, e seus cadernos continuam no mesmo lugar, prontos para usar. Quem pesquisava por notebook lm ia precisa saber de três coisas na prática: o endereço novo é notebook.google, o plano gratuito continua aceitando até 50 fontes por caderno e nenhum material antigo foi perdido na migração. Este guia reúne o que mudou de verdade, os limites atuais de cada plano e um roteiro para organizar suas fontes sem desperdiçar espaço. Para o passo a passo de configuração, comece pelo guia de 6 passos do NotebookLM já publicado aqui.
O que muda com o novo nome
A mudança é só de marca: o produto segue com as mesmas funções e agora é posicionado como parte de um ambiente integrado de IA do Google, mas continua funcionando de forma independente na web e em celulares. O diferencial técnico permanece: o assistente é embasado em fontes, ou seja, você faz perguntas sobre qualquer assunto e as respostas são baseadas apenas nas informações que você mesmo enviou, o que reduz o risco de invenção da IA em comparação com chatbots genéricos. Isso mantém o Gemini Notebook útil para estudar, revisar documentação técnica e sintetizar relatórios longos sem sair do escopo dos seus documentos. Se você já usava a versão antiga, não precisa recriar nada: basta entrar com a mesma conta do Google e os cadernos aparecem como estavam.
Limites de fontes por plano
O plano gratuito aceita até 50 fontes por notebook; o Plus amplia para 100, o Pro para 300 e o Ultra para 600. Os limites de conversas e de geração de materiais também mudam por assinatura: o Plus oferece o dobro dos limites de uso em comparação com o plano padrão, o Pro chega a quatro vezes mais e o Ultra varia de 5 a 20 vezes os limites do Pro. A tabela resume os tetos de fontes:
| Plano | Fontes por notebook | Uso indicado |
|---|---|---|
| Padrão (grátis) | Até 50 | Estudos e projetos pessoais |
| Google AI Plus | Até 100 | O dobro dos limites do padrão |
| Google AI Pro | Até 300 | Quatro vezes os limites do padrão |
| Google AI Ultra | Até 600 | Projetos complexos e uso intenso |
Segundo a página oficial de planos, as assinaturas Plus, Pro e Ultra do Google AI estão disponíveis apenas em determinadas regiões, então confira a disponibilidade no seu país antes de planejar um upgrade. Para a maior parte dos usos individuais, o teto de 50 fontes por notebook é suficiente: um caderno com 30 a 40 documentos já cobre uma disciplina inteira ou um projeto de pesquisa, por exemplo. Se o caderno encher, a saída é dividir o tema em dois notebooks ou remover fontes que já não são necessárias, porque o limite conta as fontes ativas do caderno.
Resumos em Áudio e idiomas
Entre os recursos mais usados estão os Resumos em Áudio, conversas no estilo de podcast geradas a partir das suas fontes. Desde a atualização anunciada pelo Google em abril de 2025, os Resumos em Áudio podem ser gerados em mais de 50 idiomas, e o serviço já está disponível em mais de 200 países, com o português incluído nas opções. Nas configurações existe um campo de idioma de saída: o áudio e as respostas do chat passam a ser gerados sempre no idioma escolhido, e a troca pode ser feita a qualquer momento. O próprio Google cita o exemplo de uma professora que reúne um documentário em português, um artigo em espanhol e relatórios em inglês e gera um único resumo falado no idioma preferido dos alunos. Além do áudio, o produto transforma as mesmas fontes em mapas mentais, relatórios, cartões didáticos, testes, resumos em vídeo, infográficos e apresentações de slides.
Privacidade dos seus documentos
Para uso pessoal, o Google afirma que seus documentos enviados não são usados para treinar os modelos do Google, a menos que você envie feedback. Em contas de organização ou escola no Workspace, a regra é mais restritiva: não há uso de arquivos, consultas ou respostas do modelo para treinar IA generativa, mesmo quando o usuário envia feedback. Dois cuidados práticos continuam valendo: notebooks excluídos não podem ser recuperados, então confirme ou exporte antes de apagar; e evite subir documentos confidenciais de clientes ou de terceiros sem antes checar a política de dados da sua empresa, porque a promessa do fornecedor não substitui as suas regras internas. Se uma resposta vier imprecisa ou inadequada, dá para sinalizar o problema direto no resultado, no ícone de resposta ruim, ou pelo menu de configurações.
Como organizar suas fontes
Um roteiro simples para não estourar os limites nem perder o controle do material (organização sugerida por este guia, não um caso medido):
- Separe um notebook por projeto ou disciplina, em vez de juntar tudo em um só caderno.
- Mantenha cada caderno abaixo do teto do seu plano, deixando margem para fontes novas.
- Defina o idioma de saída antes de gerar o primeiro Resumo em Áudio, para não repetir o trabalho.
- Peça citações com referência à fonte antes de usar qualquer trecho em trabalho, prova ou relatório.
- Revise e apague cadernos encerrados, lembrando que a exclusão é definitiva.
O mesmo princípio de tarefa bem delimitada, com IA restrita às fontes que você controla, vale para outras aplicações práticas, como no guia de IA para criar logotipos de PMEs já publicado aqui.